Se o River tem a vantagem, hoje (22), de poder perder por um gol, depois de fazer 2 x 0 no jogo de ida, a vantagem do Flamengo é maior amanhã (23), não pelo gol fora de casa no 1 x 1 na Arena Grêmio, mas pelos mais de 60 mil torcedores no Maracanã. Em tempo algum, que eu tenha lembrança, o Flamengo fez do empate trampolim para vitória.

BOCA x RIVER – Mesmo com o apoio de mais de 50 mil torcedores no caldeirão da Bombonera, o histórico do maior clássico argentino mostra que a missão do Boca é (quase) impossível. Em 35 confrontos, o River jamais perdeu o jogo de volta, após ganhar o jogo de ida por dois ou mais gols. Se fizer um gol, hoje (22), o Boca terá que fazer três. Dureza.

EQUILÍBRIO – Os números da Libertadores deixam claro o equilíbrio acentuado: em 26 jogos, 10 vitórias do Boca, 9 do River e 7 empates. O Boca tenta igualar outro argentino, o Independiente – maior campeão com 7 títulos -, e o River, atual campeão, quer o quinto, que o deixaria igual ao uruguaio Peñarol, campeão da primeira Libertadores, em 1960.

SEIS DO BOCA – OBoca foi duas vezes bi, em 1977 vencendo o Cruzeiro – 1 x 0, 0 x 1 e 5 x 4 nos pênaltis, em Montevidéu – e em 1978 ganhando do América de Cali – 0 x 0 e 4 x 0 na Bombonera -, e em 2000 derrotando o Palmeiras – 2 x 2, 0 x 0 e 4 x 2 nos pênaltis – e em 2001 ganhando do Cruz Azul, 1 x 1 no México e 1 x 0 na Bombonera.

O BOCA voltou a ser campeão em 2003, vencendo o Santos – 2 x 0, na Bombonera, e 3 x 1, no Morumbi, e em 2007, ganhando do Grêmio, 5 x 0 na Bombonera e 2 x 0 no antigo estádio Olímpico, em Porto Alegre.

QUATRO DO RÍVER – A primeira Libertadores que o River ganhou foi em 1986, vencendo o América de Cali – 2 x 1 na Colômbia e 1 x 0 em Buenos Aires -, e dez anos depois, por coincidência, a decisão foi com o mesmo adversário: 2 x 1 e 2 x 0 River. Em 2015, com o Tigres, 0 x 0 no México e 3 x 0 na Argentina.

O RIVER ganhou a Libertadores, em 2018, em decisão inédita no estádio do Real Madrid: 3 x 1, depois de 2 x 2 no primeiro jogo na BomboneraBom lembrar: o segundo jogo foi adiado duas vezes, por muita chuva, e pela agressão dos torcedores do River, que jogaram pedras no ônibus do Boca, pouco antes da chegada ao estádio.

ARBITRAGEM – A Comissão de Arbitragem da Confederação Sul-Americana repetiu a estratégia dos jogos de ida, com brasileiro apitando os jogos dos argentinos e os argentinos apitando os jogos dos brasileiros. Wilton Sampaio, 37 anos, da Federação Goiana, apitará hoje (22) o segundo Boca x River. O paulista Raphael Claus foi muito bem no jogo de ida.

HOMENAGEM – Amadeo Carrizo, 93 anos, maior goleiro da história do River, gravou um video em homenagem a Franco Armani, atual goleiro, felicitando-o pelos 33 anos, com mensagem que o emocionou: “Querido Franco, feliz aniversário e obrigado por tudo que fazes pelo nosso querido e eterno River”.

RECORDISTA – Amadeo Carrizo, lúcido aos 93 anos, foi goleiro do River de 1945 a 1968, quando ficou 788 minutos sem sofrer gol. Quando Franco Armani o superou, com 964 minutos sem ser vazado, foi parabenizado por Carrizo. Bom lembrar: o primeiro gol de Pelé pela seleção foi em Carrizo, no Maracanã, em 7/7/57, Brasil 1 x 2 Argentina, pela Copa Roca. Amanhã (23), o único e eterno Rei do futebol completará 79 anos.

BOCA – Andrada, Buffarini, Lisandro Lopez, Izquierdoz e Más; Salvio, Marcone, Almendra e MacAllister; Hurtado e Zarate. Técnico – Gustavo Alfaro, argentino de 57 anos.RIVER – Franco Armani, Montiel, Martinez, Pinola e Casco; Enzo Perez, Fernandez, Palacios e De La Cruz; Suarez e Borré. Técnico – Marcelo Gallardo, argentino de 43 anos.