Sem acreditar no que estava assistindo, vi na tarde de ontem (21), a final vergonhosa do Campeonato Brasileiro sub-17, na Arena da Baixada, em Curitiba, onde o Fluminense ganhou o título, ao repetir o placar (2 x 1) do primeiro jogo no Rio com o Athletico Paranaense. Houve 13 minutos de acréscimo para compensar o tempo em que o jogo ficou parado, devido à pancadaria, iniciada com a falta grosseira de Ataíde, do Athletico, em João Neto, aos 48 minutos do segundo tempo.

ESPANTOSO – Quando a confusão começou, após a falta maldosa, viu-se o pior das cenas lamentáveis no gramado sintético da Arena da Baixada: um dos reservas do Athletico saiu enfurecido do banco e entrou em campo para aplicar uma tesoura voadora em um jogador do Fluminense, que ficou sangrando. Difícil acreditar que a base do futebol brasileiro possa estar sendo formada por mal-educados desse deplorável baixo nível. Cenas deprimentes, vergonhosas, lamentáveis.

A CAMPANHA – Sob a orientação do técnico Guilherme Torres, que assumiu em março, o sub-17 do Fluminense fez boa campanha, com 12 vitórias e 3 derrotas, e teve em Kayky o artilheiro do campeonato com 12 gols. Foi dele o da vitória de ontem (2 x 1), aos 9 minutos, depois que Mateus Martins abriu o placar logo aos 4 minutos. Antes de ganhar a decisão com o Athletico, o Fluminense eliminou o Vasco (2 x 1 e 1 x 0) nas quartas de final e o São Paulo (1 x 2 e 3 x 2, e 6 x 5 nos pênaltis) nas semifinais.

O FLUMINENSE manteve o título brasileiro sub-17 no Rio, de vez que no primeiro campeonato da categoria, organizado em 2019 pela CBF, o campeão foi o Flamengo.

Foto: Olimpíada Todo Dia