Antes e depois do Maracanã, o Campeonato Carioca teve artilheiros notáveis, mas nenhum conseguiu até hoje igualar o recorde de Sylvio Pirilo, do Flamengo, que marcou 39 gols em 1941, ano em que o Fluminense foi bicampeão. Pirilo era o que se chamava de centroavante, na época do futebol com dois zagueiros, três meios de campo e cinco atacantes. Foi o melhor que o Flamengo conseguiu para substituir Leônidas da Silva, primeiro brasileiro artilheiro de uma Copa do Mundo, em 1938, quando os franceses, encantados com suas bicicletas, chamaram-no de Homem de Borracha.

Foto: Jorge Araújo / Folhapress

ZICO, 38 ANOS DEPOIS – Depois dos 39 gols de Pirilo em 1941, o atacante do Flamengo que mais se aproximou do recorde foi Zico, não à toa, com 333 gols, o maior artilheiro do Maracanã, então o maior estádio do mundo. Zico fez 34 gols no Campeonato Carioca de 1979, superando o pernambucano Ademir Marques de Menezes, que fez 31 gols no campeonato de 49, e tornou-se o primeiro artilheiro do Maracanã no bicampeonato de 50, ano em que o Vasco foi bicampeão carioca.

Bom lembrar: Ademir foi o único duas vezes artilheiro no mesmo ano no Maracanã, ao marcar nove gols na Copa de 50, o que, até hoje, nenhum outro da seleção brasileira conseguiu em uma só Copa do Mundo. Trinta e dois anos depois de Ademir em 49, Roberto Dinamite também marcou 31 gols no Campeonato Carioca de 1981, que acabou sendo o ano de ouro do Flamengo, campeão carioca, da Libertadores e Mundial de clubes. 

Roberto Dinamite / Fox Sports

ARTILHEIRO DOS ARTILHEIROS – Durante vinte anos de uma carreira de sucesso, Roberto Dinamite fez por merecer o título de artilheiro dos artilheiros, ao completar 279 gols entre 1972 e 1992 no Campeonato Carioca, tornando-se também o maior artilheiro do Campeonato Brasileiro com 190, e da história do Vasco, com 692 gols em 1.033 jogos. Dulce Rosalina, criadora da torcida Renovascão, criou uma faixa que exibia com orgulho e alegria, em todos os estádios: Roberto, Artilheiro dos Artilheiros.

Coluna do Flamengo

ROMÁRIO PINTOU O 7 – Romário nasceu com a vocação do gol e foi o primeiro da história do Campeonato Carioca a se tornar artilheiro em quatro temporadas consecutivas: 96, 97, 98 e 99, com a camisa rubro-negra. No Vasco, foi artilheiro em 86, 87 e 2000. Zico foi seis vezes artilheiro, em 75, 77, 78, 79, do campeonato especial de 79, e 82, mas, em 78, dividiu com seu companheiro de ataque, Cláudio Adão, e com Roberto Dinamite.

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14 x 1 e 12 x 2 – Faz 72 anos que o Vasco disparou a maior goleada do profissionalismo do futebol carioca, implantado em 1933, ao impor 14 x 1 ao Canto do Rio, no estádio de São Januário, o maior do Rio até 1950, quando o Maracanã foi inaugurado em 16 de junho. Os 14 x 1 do Vasco foram em 6 de setembro de 47, ano em que ganhou o segundo campeonato invicto. No Maracanã, a maior goleada do Campeonato Carioca foi em 27 de outubro de 56, Flamengo 12 x 2 São Cristóvão.

CINCO DO BOTAFOGO – O Flamengo teve 32 artilheiros do Campeonato Carioca, só um a mais que o Botafogo (31), que dominou a lista de goleadores durante cinco campeonatos consecutivos: Paulo Valentim (1957), Quarentinha (1958-59-60) e Amarildo (1961). O Fluminense é o terceiro com 25 artilheiros, e o Vasco, quarto, com 18. 

NA DECISÃO DE 2019 – Para não ter o artilheiro do Campeonato Carioca com menos gol na história do Maracanã, o Flamengo precisa que Gabriel marque quatro gols na decisão do próximo domingo (21) com o Vasco. Com seis e se fizer quatro, Gabriel se igualará a Amoroso, do Fluminense (1965), e a Romário, do Flamengo (1998) . O artilheiro rubro-negro Bruno Henrique, com 7, está suspenso. Por coincidência, os mais punidos do time com cartões: cinco amarelos. Gabriel, 1 vermelho. Bruno Henrique, 2. O último artilheiro do Vasco no Campeonato Carioca, Edmilson, marcou 11 gols em 2014.