DEPOIS DA ATUAÇÃO VERGONHOSA NA VENEZUELA, onde só conseguiu a virada a partir dos 26 minutos do segundo tempo, a seleção brasileira deixou bem claro que piora a cada jogo, ao ficar no 0 x 0 com a Colômbia, na noite deste domingo (10), no estádio Metropolitano de Barranquilla. Nem mesmo com a volta de Neymar, artilheiro e principal referência, a seleção se apresentou bem e acabou perdendo os 100% de aproveitamento nas eliminatórias.

PREOCUPANTE – A pouco mais de um ano da Copa do Mundo, a situação do futebol brasileiro, sem o título desde 2002, é preocupante. A seguir nesse ritmo burocrático, a seleção dificilmente deixará de completar cinco Copas sem Copa, intervalo que só se registrou entre 1974 e 1990, entre o terceiro título em 1970 e o quarto em 1994. Por mais que se tente, não se consegue ver progresso nas atuações, e pior que isso, o futebol da seleção sequer estaciona, regride.

PASSOU RECIBO – Depois da vitória por 3 x 1 na Venezuela, o técnico Tite passou recibo da péssima atuação, ao promover mudanças que em nada contribuíram para que a seleção melhorasse, e tentou mudar no segundo tempo com a Colômbia, também sem conseguir. O primeiro a sair, aos 15 minutos, foi Gabriel, que teve chance em seis jogos e só conseguiu o gol de pênalti em Caracas. Raphinha tem sido exceção rara à regra de desempenhos medíocres.

GABRIEL JESUS esteve mal, de novo, e não teve em Antony, que entrou aos 26 do segundo tempo, um substituto à altura. Neymar voltou apagado, sem inspiração e só foi notado pelo desentendimento com o zagueiro Yeri Mina, em que ambos mereciam advertência, não aplicada pelo árbitro argentino Patrício Loustau. No jogo de quinta (14), em Manaus, com o Uruguai, está sendo preparado um assalto ao bolso do torcedor, com ingresso variando de 200 a 700 reais.

REPERCUSSÃO – Mundo agora, a repercussão do 0 x 0 com a Colômbia é a pior possível, sobretudo depois do espetáculo grandioso que França e Espanha, em ritmo intenso do início ao fim e em elevado nível técnico, apresentaram na final da Liga das Nações. Entre as críticas dos jornais europeus, a do prestigioso francês L’Equipe: “Neymar não foi ajudado por seus companheiros, como “um Gabigol fantasma”, só com 16 toques na bola em 61 minutos, ou um Gabriel Jesus sem nenhuma inspiração”.

Foto: Placar